Férias Não Tiradas Devem Ser Pagas: Saiba Como Funciona

O trabalhador que é demitido sem ter gozado suas férias, seja por não ter completado o tempo necessário ou por acúmulo, tem direito ao recebimento em dinheiro dessas férias, somadas ao valor da rescisão. Isso inclui férias vencidas (acumuladas) e proporcionais (correspondentes ao período trabalhado desde o último período aquisitivo). A legislação garante ainda o adicional de 1/3 sobre o valor das férias, mesmo que elas não tenham sido usufruídas. É importante lembrar que o pagamento da rescisão deve ocorrer em até 10 dias após o fim do vínculo empregatício. Caso a empresa não cumpra o prazo, o trabalhador tem direito a multa equivalente a um salário mensal. Fique atento ao cálculo da sua rescisão e procure orientação jurídica ou do sindicato se houver dúvidas.
Troca de Função por Motivo de Saúde: Um Direito do Trabalhador

A saúde do trabalhador é prioridade e está protegida pela legislação brasileira. Quando uma função causa impactos negativos à saúde — seja física ou emocional — o trabalhador pode solicitar a realocação de cargo. Essa mudança, conhecida como readaptação funcional, deve ser respaldada por um atestado médico que comprove a necessidade. A empresa, por sua vez, tem a obrigação de avaliar as condições e, se possível, oferecer outra função compatível com a capacidade do colaborador, sem redução de salário ou benefícios. Essa medida é essencial para preservar a integridade do profissional, prevenir doenças ocupacionais e evitar afastamentos prolongados. Se a empresa se recusar, o trabalhador pode recorrer ao sindicato, ao Ministério do Trabalho ou à Justiça. Lembre-se: trabalhar não deve comprometer sua saúde.
Intervalo para Amamentação: Conheça o Direito das Mães Trabalhadoras

A maternidade é um momento especial na vida da mulher, mas também exige suporte e garantias no ambiente de trabalho. Por isso, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) assegura que mães com filhos de até 6 meses de idade tenham direito a dois intervalos de 30 minutos por dia para amamentar. Esses intervalos são remunerados e podem ser adaptados, desde que acordado com a empresa. Além disso, caso o bebê necessite de cuidados especiais ou a mãe apresente recomendações médicas, esse direito pode ser estendido com base em um laudo profissional. Empresas que não concedem esse intervalo estão descumprindo a legislação trabalhista e podem ser denunciadas. A recomendação é procurar o sindicato da categoria ou um advogado trabalhista para garantir o cumprimento desse direito. Esse benefício existe para proteger a saúde do bebê e da mãe, permitindo que a mulher mantenha o aleitamento materno mesmo com o retorno ao trabalho. A amamentação fortalece o sistema imunológico do bebê e cria um vínculo afetivo essencial. Se você é mãe e sente que esse direito não está sendo respeitado, procure orientação do sindicato ou registre uma reclamação no Ministério do Trabalho. A amamentação é um ato de amor — e a lei está ao lado da mãe!
Multa por Atraso na Rescisão: O Que Fazer se a Empresa Não Pagar?

Demissão Sem Pagamento? Multa de um Salário Inteiro! O artigo 477 da CLT determina que o pagamento da rescisão deve ocorrer em até 10 dias corridos após o fim do contrato de trabalho.Se a empresa atrasar, o trabalhador tem direito a uma multa equivalente a um salário mensal.Essa medida visa proteger o trabalhador em um momento delicado e garantir sua segurança financeira.Caso isso ocorra, procure o sindicato, Ministério do Trabalho ou um advogado trabalhista.
Contrato de Tempo Parcial: Flexibilidade com Direitos Garantidos

Trabalho com Jornada Reduzida Também Tem Direitos! A legislação trabalhista prevê o regime de tempo parcial como uma alternativa para quem busca mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.Nesse modelo, a jornada é de até 30 horas semanais, com salário proporcional, mas sem perda de direitos.Esse tipo de contrato é ideal para estudantes, cuidadores ou trabalhadores com outras demandas.A empresa continua obrigada a recolher encargos e oferecer os mesmos benefícios previstos na CLT.
Comissões Integram o Salário: Entenda Seus Direitos!

Comissão É Salário, Não É Bônus! Quem trabalha com remuneração variável, como comissões, precisa saber que esse valor faz parte do salário para todos os fins legais.A empresa deve incluir as comissões no cálculo de férias, 13º salário, contribuições previdenciárias e FGTS.Quando pagas “por fora”, o trabalhador pode buscar a Justiça do Trabalho para ter seus direitos reconhecidos.Denuncie práticas ilegais ao sindicato e exija seus direitos!
📢 COMUNICADO IMPORTANTE – INÍCIO DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS 2025

Informamos que os SEAACs de São José dos Campos, Sorocaba, Presidente Prudente e Guarulhos se reuniram com o sindicato patronal das casas lotéricas, SINCOESP, com o objetivo de iniciar o processo de negociação coletiva da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025.O encontro marcou o primeiro passo para a discutir as tratativas que visam garantir melhorias nas condições de trabalho e valorização dos(as) trabalhadores(as) do setor.Manteremos todos informados sobre os próximos passos e avanços nas negociações.Atenciosamente, José Roberto Souza NettoPresidente do SEAAC de São josé dos Campos20 de maio de 2025.
Trabalho em Feriado: O Que Diz a Lei e Quando é Permitido?

Feriado é Folga! Sem Acordo, Sem Trabalho! A legislação trabalhista brasileira só permite o trabalho em feriados quando há acordo ou convenção coletiva autorizando.Caso o empregador exija trabalho sem essa previsão legal, ele deve pagar o dia em dobro.Se houver compensação, ela deve estar acordada previamente com o sindicato.O desrespeito pode gerar multas, passivos trabalhistas e processos judiciais.
Direito à Desconexão Digital: Proteção Contra o Trabalho Fora do Expediente

O avanço da tecnologia trouxe novas formas de comunicação no trabalho, mas também aumentou os abusos. A CLT garante que o trabalhador deve ter períodos de descanso e lazer respeitados.Quando há cobranças frequentes por WhatsApp, e-mail ou ligações fora do horário de trabalho, isso pode ser caracterizado como jornada extraordinária.Nesses casos, o trabalhador pode ter direito a pagamento de horas extras e até indenização, especialmente se houver impacto na saúde mental. Empresas devem criar políticas claras sobre o uso de dispositivos fora do expediente.
Férias fracionadas: saiba como funciona essa opção garantida pela CLT

Desde a reforma trabalhista de 2017, o trabalhador pode dividir suas férias em até 3 períodos no ano, desde que haja acordo entre ele e a empresa. Essa modalidade traz mais flexibilidade à rotina do trabalhador e é regulamentada pelo artigo 134 da CLT. As regras são: A divisão das férias pode ajudar a equilibrar a vida pessoal, facilitar viagens e ainda manter o descanso necessário. Mas é preciso planejamento!